Manaus, 02 de Abril de 2020

Construção Civil registra saldo positivo em vagas de trabalho formais no Amazonas
29 de janeiro de 2020

Mesmo com o país fechando 2019 com um saldo negativo de 307.311 vagas com carteira assinada no comparativo entre trabalhadores admitidos e desligados, o Amazonas fechou dezembro de 2019 com um saldo positivo, com 11.129 vagas ocupadas, alavancados principalmente pela construção civil, que fechou o ano com 2.125 vagas, uma variação positiva de 11,09% no setor.

Somente no ano passado, a construção civil no estado criou 14.893 novos postos de trabalhos. Em 2018 o setor obteve um saldo negativo de -1.025 vagas, representando um percentual de -5,18%.

Em todo o Brasil a construção civil contribuiu fortemente para esse resultado mensal, pois registrou 71.390 admissões apesar dos 118.276 desligamentos.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas – Sinduscon-AM, Frank Souza, a expectativa para 2020 é de aumentar o saldo de vagas de emprego no setor e impulsionar a economia do estado.

“O saldo positivo de 2019 em relação a 2018, já demonstra um grande crescimento da construção civil aqui no estado, e traz uma boa expectativa para 2020. Isso se dá com a baixa dos juros, que gera confiança no empresário e no comprador, gerando a necessidade de novos empreendimentos e automaticamente criando novos postos de trabalho, o que impulsiona crescimento do setor e a econômico do estado”, ressaltou o presidente da entidade.

Divulgados na última sexta-feira (24), pelo Ministério da Economia, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de dezembro foram analisados pela economista da CBIC, Ieda Vasconcelos. “Apesar de o resultado seguir a tendência do mês, de fechamento de vagas em função da sazonalidade, a queda foi superior ao previsto”, informa.

A título de comparação, Ieda lembra que o resultado de dezembro de 2019 chegou próximo ao de dezembro de 2018.

“O setor poderia ter crescido mais e gerado mais empregos, mas enfrenta dificuldades especialmente no segmento de habitação de interesse social, com uma falta de política de governo para a área, além da falta de pagamentos de obras realizadas no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida, por exemplo. Dessa forma, o crescimento do setor não se sustenta”, reforça Ieda Vasconcelos.

 

Participação forte na composição dos resultados

Mesmo com esses problemas, o Brasil fechou 2019 com 644.079 novas vagas de emprego formal, maior saldo de emprego com carteira assinada em números absolutos desde 2013. Em comparação com o ano anterior, houve aumento de quase 115 mil postos em 2019.

A construção civil contribuiu de forma importante para composição desse resultado, com 11,04% do total. O setor contabilizou no ano passado 71.115 novas vagas, número 314,81% maior que em 2018, quando foram gerados 17.144 novos postos de trabalho.

O número de trabalhadores no setor, que em dezembro de 2018 era de 1,976 milhão passou para 2,047 milhões em dezembro de 2019, uma alta de 3,60%. “O Brasil possui 39,054 milhões de trabalhadores com carteira assinada, sendo que a construção civil é responsável por 5,24% desse número, e ainda assim o setor foi responsável por 11,04% das novas vagas geradas, destaca Ieda.

Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, o setor da construção civil deve voltar a registrar crescimento mais expressivo em 2020 e representar um impulso relevante para a economia brasileira neste ano. A projeção é de que a atividade do setor ganhe força e registre crescimento de 3% neste novo ano. “A recuperação do setor deve representar uma ‘locomotiva’ dentro do PIB [Produto Interno Bruto] do país, mas isso não pode se perder pela falta de políticas claras para habitação de interesse social”, afirma.